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Uma
Débora Vieira e Carla Batista
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Historicamente, as primeiras
Podemos
HOUSE (C)
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É a
A
Há
O
ANTÔNIO, Jorge Luiz
(2001).
CASTRO, E. M. de Melo e
(1973). O
______________________
(1977). In-novar. Lisboa,
______________________
(1984).
______________________
(1988).
______________________
(1990). Trans(a)parências:
______________________
(1993). O
______________________
(1994).
______________________
(1996).
______________________
(1998). Algorritmos: infopoemas. SP,
EISENSTEIN, Sierguéi
(1986). O
________________ (1996)
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia/arttec/index.cfm?fuseaction=Detalhe&CD_Verbete=5955, consultado em
20/05/2003
www.refazenda.com.br, idem
http://www.uol.com.br/augustodecampos/ ,idem
http://www.aartedapalavra.com.br/13ensaiosobreapoesiadigital.htm, idem
http://www.geocities.com/rogelsamuel/poesiadigital2.html, consultado em
03/06/2003.
oo0oo
É importante pensar a poesia virtual não como
gênero que simplesmente tem a intenção de eliminar o papel do ato de criação
poética, com o advento das novas tecnologias de informação, grande parte dos
poetas passaram a ver a informática como um meio de expansão do seu trabalho
imaginativo, algo que viria a dar suporte e materializar algo que muitos já
vinham pensando e fazendo por meio de instalações nas ruas das grandes
cidades, da poesia concreta, da performance etc. Assim, não se pode ver a
informática como criadora do gênero poesia virtual e sim como um suporte
imprescindível a criação, que veio de encontro com o fazer literário
contemporâneo e a necessidade de novas linguagens, a conjunção dos dois
elementos originou o gênero. Tal conclusão pode ser corroborada, de acordo com
Marcuschi:
“[Os gêneros textuais]
Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e
plásticos. Surgem emparelhados a necessidades e atividades sócio-culturais, bem
como na relação com inovações tecnológicas, o que é facilmente perceptível ao
se considerar a quantidade de gêneros textuais hoje existentes em relação a
sociedades anteriores à comunicação escrita.” (2002: 20)
A aplicação de computadores, não somente possibilitou o acesso ao espaço lógico ou virtual, mas também inaugurou um âmbito essencialmente distinto pelo qual se faz necessário a busca de nova estética, evitando a
simples transposição de situações já estéreis por códigos totalmente assimilados em outros meios de comunicação. O mundo digital criado com a internet, difere profundamente de qualquer realização física, excedendo as limitações destas e as categorias habituais de experiência, baseando-se para isto em seu caráter matemático que da a possibilidade de fixar correlações entre o espaço, os objetos e os sujeitos virtuais, como jamais havia permitido nenhum outro meio.
A internet tem sido de grande valia
para a divulgação da poesia na internet, mas que importância tem a mesma para a
criação de um novo gênero literário? As poesias na rede se apresentação de uma
forma diversa as poesias editadas em papel, ou estamos diante apenas de uma
mudança de suporte? Outrora o livro, agora a web. As ferramentas tecnológicas
hoje a disposição da pratica artística estariam de alguma forma ajudando a
transmitir as marcas da experiência vivida (ou não vivida) pelo artista ou
seriam ecos virtuais redundantes de uma pratica já consolidada no papel? A
poesia virtual seria algo impossível de se expressar por meio do papel ou realmente
é algo novo e revolucionário que teríamos que estudar como um gênero à parte?
Bem, o que fiz até agora foram
questionamentos, tenho outros, por exemplo, não seria a poesia produzida com
auxilio da informática um subgênero do que chamamos de poesia concreta? Não sei. Mas essa é outra historia, vou
tentar agora caracterizar a poesia virtual ou infopoesia ou poesia visual ou
vídeo poesia ou poesia combinatória ou halopoesia, sei lá, os limites são muito
tênues entre uma definição e outra, portanto, o que tentarei definir é a poesia
que se apropria dos recursos informáticos, produzida na atualidade.
Para fins didáticos, usarei o termo
“poesia virtual” para falar de todo tipo de poesia que faz uso de recursos da
informática, por considerar esse termo mais abrangente. Visitando alguns sítios
da internet que divulgam poesia virtual, alguns dos quais cito abaixo:
Poesia Visual Brasileira - http://www.imediata.com/BVP/
Sítio da imaginação - http://www.ciclope.art.br
UBU WEB concrete, visual and
experimental poetry - http://www.ubu.com/
Poesia virtual: Radamés Manolo - http://radamesv.sites.uol.com.br/index.htm
Augusto de Campos - http://www.uol.com.br/augustodecampos/
Pude perceber que na maioria das
vezes a os sites divulgam poemas que já foram publicados em papel e que
são essencialmente textos que só utilizam-se da palavra como veiculador
tradicional de informação, ou seja, a internet neste caso não modifica a
estrutura semântica do texto, funciona como texto virtual, assim, penso que o
gênero nestes casos não se realiza como tal, sendo a internet apenas um
suporte. Em outros sites a poesia divulgada é essencialmente visual, mas
nada impediria a sua plena realização em uma folha de papel. Então vocês devem
estar se perguntando: não existe poesia virtual na internet, então onde há?
Calma, eu já explico.
Entendo
poesia virtual, aquela que reúne algumas características, assim cito Eduado
Kac:
"A
Como se pode observar na citação
acima, a poesia virtual só existe no espaço virtual e só nele ela pode ser
apreciada, a mesma reúne muitos destes elementos, o site do poeta
Augusto de Campos é um dos melhores exemplos de poesia virtual. A mesma se
caracteriza por uma leitura verbivocovisual, sou seja, imagem, animação, som e
texto andam juntos, então, o melhor que se pode fazer para entender é visitar a
página, sendo impossível defini-la somente através de palavras.
É
importante ressaltar que a informática não faz milagre e não transforma
qualquer poesia, em poesia de “qualidade”. Muitas vezes se parte
de uma visão superficial do fazer poético e julga-se possível separar forma e
fundo, como se fossem coisas desmembráveis, dando-se uma ênfase absoluta na
questão da forma. O que ocorre atualmente, na maioria das vezes, é a simples
transposição da experiência em mídias anteriores para a linguagem virtual, com
o tempo essas linguagens estarão “amadurecidas” no fazer poético e as
verdadeiras poesias virtuais surgirão.
Bibliografia:
MURCUSCHI, Luiz
Antônio Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: Dionisío, Ângela
Paiva; MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (Org.). Gêneros
Textuais & Ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
http://www.aartedapalavra.com.br/13ensaiosobreapoesiadigital.htm
oo0oo
Janine
1- Sobre a infopoesia como
gênero.
Marcuschi, ao considerar os gêneros
textuais, aborda a imprescindibilidade de tratá-los como fenômenos históricos,
relacionados com a vida cultural e social. O autor pontua que:
“[Os gêneros textuais] Caracterizam-se como eventos
textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Surgem emparelhados a
necessidades e atividades sócio-culturais, bem como na relação com inovações
tecnológicas, o que é facilmente perceptível ao se considerar a quantidade de
gêneros textuais hoje existentes em relação a sociedades anteriores à
comunicação escrita.” (2002: 20)
Pode-se dizer, a partir de
Marcuschi, que os gêneros textuais são realizações lingüísticas, a serem
definidas por propriedades sócio-comunicativas. Com as novas tecnologias,
alteram-se as coisas sobre as quais pensamos, a forma de descrevê-las e
pensá-las, desenvolvendo uma outra natureza para a organização do pensamento na
sociedade.
Assim, de uma maneira geral, ao
longo dos séculos, observa-se a relação entre formas de escrita e os contextos
históricos do homem. Se a escrita tradicional correspondeu, por muito tempo, à
realidade sedentária da sociedade agrícola, a textualidade informática
representa o nomadismo do mundo global, que tende, progressivamente, à
virtualização. (RISÉRIO, 1998: 194).
As novas tecnologias possibilitam
inovações no tratamento da palavra poética, determinando o aparecimento da infopoesia
– também denominada poética do pixel (MELO E CASTRO, 1998: 1) ou, para
Risério (1998: 126), poemática (poesia+informática) – e de seus
subgêneros: poesia combinatória, poesia virtual, videopoema, holopoema, poesia
visual.
2- A poesia visual.
Devido à dimensão deste
trabalho, opta-se por enfocar a poesia visual.
De acordo com a
definição do dicionário Do modernismo ao poema/ processo e ao poema
experimental: teoria e prática, de Moacy Cirne, em parceria com Álvaro de
Sá:
“VISUAL, POEMA
Produto (anti)literário que se utiliza de recursos
(tipo)gráficos e/ou puramente visuais, de tendência caligramática,
ideogramática, geométrica ou abstrata. (...) Um dos caminhos mais fecundos da
experimentação artística cujo centramento gráfico-visual não exclui outras possibilidades
literárias (verbais, sonoras etc.) no campo específico da vanguarda.” (apud DOLABELA, 1994: 4)
A poesia visual
brasileira está presente nas experiências gráficas do primeiro Modernismo e do
Concretismo, passando pela poesia semiótica, poema/proceso, poema-praxis,
arte-postal, body-art, minimal art, grafitti, instalação,
performance. Sendo que estes passaram por transformações radicais em suas
possibilidades com o desenvolvimento das novas tecnologias.
Exemplos:
Sítio da imaginação: http://www.ciclope.art.br
Arte visual:http://www.liquidbox.com.br/artevisual/html/pv.htm
Poesia virtual – Radamés
Manolo: http://radamesv.sites.uol.com.br/index.htm
Augusto de Campos: http://www.uol.com.br/augustodecampos/
Ximena May (Damasco):http://www.ximenamay.8m.com/damasco1.html
Bibliografia:
ARAÚJO, Ricardo. Poesia
visual – vídeo poesia. São Paulo: Perspectiva, 1999. (Col. Debates).
DOLABELA, Marcelo
(Org.). Poesia: a experiência visual. v.6. Belo Horizonte: Prefeitura
Municipal de Belo Horizonte, 1994. (Col. Temporada de Poesia).
MACHADO, Arlindo. Máquina
e imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. São Paulo: Edusp, 2001.
MARCUSCHI, Luiz Antônio.
Gêneros textuais: definição e textualidade. In: Gêneros textuais
& Ensino. DIONÍSIO, Ângela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria
Auxiliadora. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
MELO E CASTRO, E.M. Algorritmos;
infopoemas. São Paulo: Musa, 1998.
_______. O fim visual
do século XX: e outros textos críticos. São Paulo: Edusp, 1993.
RISÉRIO, Antônio. Ensaio
sobre o ensaio poético em contexto digital. Salvador: Fundação Casa de
Jorge Amado, 1998.
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