TAREFA 6

 

 

Aqui estão as respostas da tarefa 6.

Como vocês podem ver, ainda temos mais perguntas que respostas e nãonada aqui que podemos considerar como sendo conclusivo. Na verdade o que há de bom nesse material são os questionamentos, as dúvidas, as possibilidades apresentadas e não as tentativas de respostas oferecidas.

Selecionei para apresentar primeiro as respostas que seguiram as instruções e trazem as reflexões um textos que articulam a teoria estudada e as questões apresentadas nas discussões. São apresentados mais abaixo alguns textos em forma de diálogo (pergunta e resposta).

Gostaria de dizer aos visitantes dessa página, que entendesses esses textos como primeiras reflexões a respeito dos gêneros textuais, que deverão, num outro momento, ser revistas e reformuladas, no entanto, fica aqui o registro de uma parte do nosso processo de reflexão. Sobre a questão dos gêneros textuais emergentes. Seus palpites, críticas, sugestões e reflexões serão muito bem-vindos.

 

 

 ALUNAS: FERNANDA GONTIJO E RAQUEL SATLER MOL MARINO

 

      A leitura do texto do professor Marcuschi: “Gêneros Textuais Emergentes No Contexto da Tecnologia Digital”, esclarece algumas questões relacionadas ao aparecimento dos novos gêneros e suas definições. Não fornece, no entanto, as repostas definitivas para o esclarecimento dos limiares destes gêneros, ou seja, até onde um gênero classifica-se como tal, em que momento ele se apresenta como uma estruturahíbrida”, adquirindo assim, outras designações.

     Vale dizer que o fato de não se poder identificar e caracterizar alguns dos gêneros com precisão relaciona-se à complexidade do “mundo virtual”, que acaba por entrelaçar as várias possibilidades de veiculação textuais que a Internet oferece.

 

Vale frisar que apesar dos muitos trabalhos desenvolvidos a esse respeito, particularmente a questão dos gêneros continua pouco esclarecida”. [1][1]

 

        Partindo de algumas dúvidas levantadas pelos colegas sobre a diferenciação entre suporte e gêneros textuais, e, tomando como base as análises feitas por Marcuschi 2003, somos levados a pensar que a distinção entre eles é muito sutil.

        O suporte, por se constituir como uma estrutura mais ampla dentro do sistema virtual, pode abrigar vários gêneros – sendo alguns desses gêneros mais apropriados para certos suportes. Tal fato nos remete à idéia de que o suporte não se apresenta neutro ante as tantas possibilidades de gêneros. Se assim fosse, não faria diferença um gênero ser veiculado por meio deste ou daquele suporte. Uma carta, por exemplo, se encaixa nos padrões do e-mail, o que não aconteceria se fosse veiculada por uma home-page. Uma coisa, no entanto, é segura: o suporte é imprescindível para que o gênero possa circular na comunidade virtual.

        Por outro lado os gêneros também necessitam de um suporte que lhes possibilite a melhor forma para o desempenho de suas funções, não lhes sendo indiferente, portanto, o suporte ao qual se associam. Desse modo, um gênero “exige um suporte especial”, segundo Marcuschi (2003), que preencha os requisitos necessários para que os objetivos a que se propõem sejam alcançados. Se não estiver bem adequado ao suporte o conteúdo de uma mensagem não se altera, mas o gênero a que pertence pode sofrer mudanças. Há, no entanto, casos mais complexos em que o gênero é determinado pelo suporte que o veicula, como se pode ver:

 

“...isto não significa que o suporte determine o gênero e sim que o gênero exige que um suporte. Contudo, essa posição é questionável, poiscasos em que o suporte determina a distinção que o gênero recebe”.

 

“... o gênero é sempre identificado na relação com o suporte. Portanto, há que se considerar este aspecto como um caso de co-emergência, que o gênero ocorre (surge e se concretiza) numa relação de fatores combinados no contexto emergente”.[2][2]

 

      A distinção entre suporte e gênero nem sempre é estabelecida com precisão, mas o suporte deve ser tratado conforme a relação que ele mantêm com o texto Não há uma relação hierárquica entre suporte e gênero, que entre eles há uma associação que possibilita uma parceria harmônica. Ou seja, o suporte remete ao gênero que ele “suporta” e vice-versa. Assim, se dizemos que mandamos uma mensagem para alguém, certamente a pessoa vai abrir seu e-mail e não um Site. Portanto, mais importante do que tentar classificar os suportes seria analisar como eles contribuem para a escolha de um gênero e da maneira como vai se apresentar.

     Quanto às dúvidas dos colegas, não há uma reposta única que possa ser divulgada, mas os textos deram uma clareada nas idéias sobre as maneiras emergentes de comunicação advindas com a chegada da Internet. O próprio Marcuschi, apoiado nos autores mencionados na bibliografia, não se arrisca em fechar questão na classificação dos textos em função de um suporte ou vice-versa. Da nossa parte não será diferente, mas nos propomos a nos debruçar em publicações que dizem respeito ao assuntoGêneros Textuais Emergentes e Suportes da Internet”, a serviço da comunicação virtual.

 

       Textos Consultados:

 

       Marcuschi, Gêneros Textuais Emergentes no Contexto da Tecnologia Digital(2002).

       Marcuschi, A Questão do Suporte dos Gêneros Textuais (2003).            

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Glenda e Pauline


Os
textos de Marcuschi demonstram que o estudo dos gêneros emergentes no contexto virtual encontra-se ainda nas suas origens. Portanto, visualizamos que muitas pesquisas acontecerão sobre o tema. Dessa forma, vamos tentar abordar as questões propostas, partindo dos materiais teóricos disponíveis de forma a relacioná-los com os questionamentos expostos pelos colegas.

Assim, Marcuschi propõe, em seus ensaios, a análise de questões, dentre outras, referentes à diferenciação entre gênero textual e suporte. Para isso, procura propor a definição de categorias, com seus respectivos critérios de identificação, os quais permitiriam uma melhor distinção entre gênero/suporte e ainda entre os diferentes tipos de suporte. Além disso, o autor vem ressaltar também a estreita relação entre gênero e suporte ("todo gênero tem um suporte") e a dificuldade em estabelecer uma fronteira entre ambos, uma vez que se encontram intimamente relacionados e interdependentes.

Diante desses estudos apresentados pelo autor, e dessa relação íntima entre gêneros e suportes, tentamos esclarecer, primeiramente, sobre a web (www), se a mesma seria suporte ou gênero, conforme foi questionado. Acreditamos que a mesma seja um suporte, porque, sem ela nãocomo se sustentarem os gêneros textuais que surgem com o advento da Internet. Ademais, como demonstra Marcuschi: "suporte de um gênero é uma superfície física em formato específico que suporta, fixa e mostra um texto." (2003:8).

Essa superfície pode ser física ou virtual e tem como objetivo sustentar o texto, inclusive relacionando-se intimamente com o gênero, (2003:7). Contudo, por ser um sustentáculo, difere do gênero. Essa é a conclusão de Marcuschi, da qual concordamos: "Pessoalmente, trato a Internet como um suporte que alberga e conduz gêneros dos mais diversos formatos. A Internet contém todos os gêneros possíveis." (2003:25).

E a respeito do hipertexto, muitas dúvidas perpassaram o mesmo, e as considerações dos colegas giraram em torno dele poder ser gênero, suporte, tipo textual ou um "grande-gênero." Marcuschi nos informa que: "Também o hipertexto não pode ser tratado como um gênero e sim como um modo de produção textual que pode estender-se a todos os gêneros dando-lhes neste caso algumas propriedades específicas.." (2002:11). E, segundo Coscarelli (2002:33): "O hipertexto são vários textos que formam uma rede hierárquica de nós, conectados através de ligações, ou seja, são textos que levam a outros textos que, por sua vez, levam a outros textos e assim por diante." Logo, o hipertexto seria ou um modo de produção textual ou, como nos ensina Coscarelli, são textos interligados. E como textos que são, pensamos que o hipertexto não pode ser suporte, pois o suporte é o portador do texto (e não o veículo que transporta o texto) .Como o hipertexto se apresenta como uma rede de links que nos transportam a diferentes textos, poderíamos entender também o hipertexto funcionando como um veículo, ou ainda, um canal (embora bastante atípico ou virtual). Aqui encontramos a dificuldade apontada por Marcuschi em se definir suporte, e a tarefa de identificar suportes informatizados nos parece ainda mais problemática.

Dessa forma, a informática nos traz enormes problematizações sobre o tema e ao analisar o item do texto de Marcuschi, que se refere à relação entre formato do suporte e o gênero textual, duas questões levantadas pelo autor nos chamam a atenção: "há alguma relação direta entre o formato específico do suporte e a natureza do gênero que ele fixa? e b) qual a influência que o suporte pode exercer sobre o gênero?" (2003:11). Uma vez que suporte e gênero textual se encontram tão intimamente relacionados, a resposta é: sim, existe uma relação direta entre o formato do suporte e a natureza do gênero que ele fixa. Da mesma forma, entendemos que a linguagem contida no gênero também se relaciona diretamente com o tipo de suporte. Tomando como exemplo um gênero informatizado, o chat, temos que o suporte, neste caso específico para a realização de diálogo (muitas vezes simultâneos entre diversos participantes), demanda um discurso de rápido e fácil entendimento, com enunciados curtos e cheios de abreviações. Temos um exemplo da influência do suporte sobre o gênero: o suporte digital (no caso específico do chat) não torna aceitável frases longas e complexas, de difícil entendimento, uma vez que o objetivo é agilizar a "conversa". A natureza do gênero deverá se adequar ao suporte, pois, como a velocidade da escrita não corresponde à velocidade da fala, é instalada uma nova linguagem peculiar a este gênero e que torna possível sua concretização e atingir o objetivo final da comunicação.

Neste
sentido e a fim de uma classificação, no que se refere ao site, encontramos a seguinte definição do mesmo no site da USP:

"Site é um local onde podem ser armazenadas um conjunto de informações, como as "páginas da internet". Armazenadas em computadores denominados de servidores WWW, as informações contidas em um site podem ser disponibilizadas na internet e acessadas através de um programa de navegação (browser)."
(
http://www.usp.br/cce/faq/faqweb.php)


Assim, segundo a definição, site é um local onde ficam armazenadas informações como as páginas da Internet. Por este conceito que demonstra que site é um local, logo, um superfície, acreditamos que o mesmo se encaixa na definição de suporte. Não sendo, pois, gênero. Entretanto, o site serve para armazenar páginas da Internet, diferindo, ao nosso ver, de home page. Esta seria uma página a ser visualizada no site. E por ser página, texto escrito, imagens e sons, podemos pensar – e divergindo de Marcuschi – que a home page constitui-se como gênero textual.

Neste sentido, vale a pena nos estendermos, pois segundo o citado autor:

"Para alguns autores a homepage e até mesmo o site é um gênero, mas para outros é um suporte. Creio que de um modo geral a homepage é um suporte e não um gênero. Não tenho condições de expor argumentos neste caso agora, mas os debates conduzidos em aula me deixaram com alguma clareza quanto a não se considerar este caso como um gênero e sim como um suporte" (2003:25).

O autor não esclarece sua classificação neste texto, porém, no outro texto, de 2002, reforça sua concepção:

"Antes de mais nada, ressalto que não vamos tratar como gênero a home-page (portal, sítio, página), que não ela passa de um ambiente específico para localizar uma série de informações, operando como um suporte e caracterizando-se cada vez mais como um serviço eletrônico. Uma home page não passa de um catálogo ou uma vitrine pessoal ou institucional."( 2002:10-11)

Entretanto, ao realizarmos uma diferenciação entre site e home page , podemos visualizar que o site, como o próprio conceito expõe é um local, e nele são expostos os gêneros. A home page é um gênero que se insere no site, diferindo dele. E mais, se fizermos uma analogia com as exposições de Marcuschi a respeito do e-mail, em que o mesmo afirma: "Aqui está um caso curioso, pois se tomarmos o programa "outlook", por exemplo, teremos sem dúvida um suporte do tipo "correio eletrônico", mas se tomarmos os e-mails enquanto correlatos das cartas pessoais, teremos um gênero".(2003:24).Podemos visualizar uma solução parecida para as home pages, se pensarmos nos programas que nos fazem criá-las, poderíamos, então, pensar em suporte como sendo estes programas- como o outlook para o e-mail , mas os textos criados a partir desses programas, e que são encontrados no espaço do sites como home page não são suportes, mas gêneros textuais. Afinal, como poderiam estes textoscomo páginas pessoais ou profissionais criadas no hpg, por exemplo – serem classificados como suporte? O que estas páginas estariam sustentando? Elas seriam uma superfície para sustentar e mostrar um texto?

Da mesma forma, pensamos ainda quanto ao monitor que o mesmo não pode ser considerado um suporte. Ele é um instrumento para se ver um gênero veiculado pela Internet. Poderíamos pensar que encontra-se mais próximo do canal, uma vez que funciona como emissor/receptor para o texto informatizado, assim como o monitor do aparelho de televisão funciona como receptor/visualizador de imagens.


Bibliografia

COSCARELLI, Carla Viana (Org.). A
informática na escola. Viva voz. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2002.

MARCUSCHI, L. A. A questão do suporte do gêneros textuais. Recife: UFPE/CNPQ, 2003.

_______________. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. Texto da Conferência pronunciada na 50ª Reunião do GELGrupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo, USP, São Paulo, 23-25 de maio de 2002.

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Cintia, Emiliane e Thatiane

SOBRE GÊNEROS TEXTUAIS. – exposição de dúvidas e elaboração de respostas

O ponto de convergência entre as questões apresentadas pelos colegas é a dificuldade de diferenciação entre gênero e suporte. Dificuldade com a qual a maioria de nós nos deparamos, e o próprio Marcuschi, em seu ensaio intitulado "A questão do suporte dos gêneros textuais" (2003), admite que nem os lingüistas são unânimes ao identificar algo como sendo uma coisa ou outra. Ao final do nosso texto daremos exemplos, após a definição de suporte, gênero e outros termos.

na abertura do ensaio, Marcuschi afirma que "todo gênero tem um suporte, mas a distinção entre ambos nem sempre é simples e a identificação do suporte exige cuidado" (p. 1).

A circulação social dos gêneros textuais depende de seu suporte, e é nele que será configurada sua natureza. Por exemplo, os dizeres 'Paulo, te amo, me ligue o máis rápido que puder. Te espero no fone 55 44 33 22. Verônica'. O suporte determinará a que gênero pertence: se foi escrito num papel e posto sobre a mesa do Paulo, é um bilhete; se está na secretária eletrônica, é um recado; se foi enviado pelos correios em formulário específico, é um telegrama; se está exibido em outdoor, é uma declaração de amor. O suporte determina a identificação do gênero, independente de seu conteúdo.

Marcuschi faz uma breve caracterização de algumas categorias analíticas pertinentes ao estudo do suporte dos gêneros textuais, e aqui ressaltaremos apenas três por considerarmos que são relevantes ao entendimento do tema central: gênero, tipo e serviço.

O autor assim define gênero: "Os gêneros textuais são os textos que encontramos em nossa vida diária com padrões sócio-comunicativos característicos definidos por sua composição, objetivos enunciativos e estilo concretamente realizados por forças históricas, sociais, institucionais e tecnológicas" (p. 3-4).

Dentre os vários exemplos, temos o e-mail, bate-papo por computador (chat) e aulas virtuais.

Tipo textual, por sua vez, "define-se pela natureza lingüística de sua composição (modalidade, aspectos sintáticos, lexicais, tempos verbais, relações lógicas, estilo, organização de conteúdo etc.)" (p. 4). Exemplos de tipos textuais são a narração, argumentação, exposição e injunção.

A categoria serviço tem sua importância pelo fato de promover distinção entre suporte e serviço em alguns casos considerados críticos, como no e-mail e na Internet. Serviço é definido como "um aparato especiífico que permite a realização ou a veiculação de um gênero em algum suporte" (p. 4). A classificação (suporte ou serviço) dependerá do aspecto da observação. Tome-se como exemplo a Internet: se vista como um aparato que remete informações eletrônicas (assim como os correios remetem cartas), é tida como um serviço, ao passo que se a considerarmos um local (ciberespaço) em que são instaladas páginas pessoais e os mais variados gêneros textuais, então ela é um suporte.

Para clarear um pouco a noção de suporte, o autor nos diz que "suporte textual tem a ver centralmente com a idéia de um portador do texto, mas não no sentido de um meio de transporte ou veículo, nem como um suporte estático e sim com um locus no qual o texto se fixa e que tem repercussão sobre o gênero que suporta" (p. 5). Temos aqui a reafirmação de que todo gênero textual tem um suporte.

Três aspectos em relação ao suporte devem ser salientados: 1 - o suporte é um lugar físico ou virtual (como a Internet); 2 - o suporte tem formato específico (livro, revista, jornal, outdoor etc.); 3 - o suporte serve para fixar e mostrar o texto, tornando-o acessível para fins comunicativos.

O hipertexto enquadra-se nos três aspectos supracitados, configurando-se, pois, como um suporte.

Na introdução mencionamos a não-unanimidade quando se faz necessária a distinção entre gênero e suporte, e destacamos três exemplos fornecidos pelo autor, reportando também à definição de serviço;

1 - (Programa de) E-mail - Se considerarmos o e-mail um correlato das cartas pessoais, tem-se um gênero. Por outro lado, considerando sua função de correio eletrônico, é um serviço que transporta os mais variados gêneros (propaganda, relatórios, artigos científicos etc.). Marcuschi ressalta que "hoje a idéia mais comum em relação aos e-mails é que sejam vistos como um gênero da área epistolar" (p. 19).

2 - Internet - "Trata-se de mais um caso limite. Pessoalmente, trato a Internet como um suporte que alberga e conduz gêneros dos mais diversos formatos. A Internet contém todos os gêneros possíveis" (p. 19).

3 - Homepage e site - Alguns autores classificam como gênero, outros como suporte. Para Marcuschi trata-se, de um modo geral, de um suporte, e cita como exemplo a homepage institucional, como a de uma universidade. Ali encontram-se diversos gêneros. No caso de homepage de um servidor, como a UOL, o autor afirma que "se trata de um serviço ou suporte de outros suportes, que ali estão revistas, jornais e livros" (p19).

O ensaio de Marcuschi, como ele próprio afirma, não é conclusivo e as questões por ele abordadas são um convite à discussão.

Neste resumo achamos por bem nos atermos especificamente aos temas concernentes ao nosso curso, mas recomendamos a quem não leu o referido ensaio que o leia na íntegra, pois são analisados os mais variados meios de comunicação, além dos tecnológicos, como o corpo humano com suas tatuagens, a fumaça do avião que escreve mensagens no céu, por exemplo.

Fontes

Texto da Conferência pronunciada na 50ª Reunião do GELGrupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo, USP, São Paulo, 23-25 de maio de 2002 e demais texto de Marcuschi, utilizados durante o curso.

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Tarefa realizada por Renata Tunes e José Villefort.

Esse ensaio irá contemplar algumas questões relativas aos gêneros textuais emergentes,isto é, àqueles que surgiram com as novas tecnologias.
Para isso, teremos como base dois artigos : "Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital" e  "A questão do suporte dos gêneros textuais", ambos escritos por Luis Antônio Marcuschi. De acordo comautor,todo gênero tem um suporte, que é definido como um lugar físico ou virtual que tem formato específico e serve para fixar e mostrar um texto. O suporte não é neutro, por isso o gênero não fica indiferente a ele. Marcuschi  divide os suportes em incidentais,que operam ocasional ou eventualmente,como o corpo humano, os muros, portas de banheiro, embalagens, pára-choque e roupas.

Já os convencionais, seriam elaborados tendo em vista a função de portarem textos, como: os luminosos, faixas, home page, hipertexto, internet, jogos, livro, jornal, revista, rádio, tv, telefone, quadro de avisos, outdoor, encarte e folder. Segundo o autor, podem ser classificados como gêneros: e-mail, chat, ICQ, entrevista, aula virtual, video-conferência, lista de discussão e endereço eletrônico.

Seriam serviços: o correio, programa de e-mail e mala direta.

A homepage e o site são considerados pelo autor como suportes capazes de carregar vários gêneros diferentes. A nós não ficou bastante clara a inclusão da videoconferência em gênero, pois ela se assemelha ao telefonema, devendo, pois,ser classificada como suporte. Torna-se necessário refletir sobre o letramento tecnológico ou digital, bem como sobre os gêneros orais  e formular respostas para as muitas perguntas que surgiram com o advento da informática.

 

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Betania e Lívia

Pretendemos com este trabalho fazer uma reflexão acerca dos gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital, tendo como apoio os textos de Luiz Antônio Marcuschi. Ao mesmo tempo, queremos propor uma discussão sobre as dificuldades que temos visto em nosso curso para se distinguir suportes de gêneros textuais.

Temos visto nos últimos anos a importância cada vez maior da introdução da escrita eletrônica, conduzindo dessa forma, a uma cultura eletrônica , com uma nova economia da escrita.O tópicogêneros textuaisnão é novo e vem sendo tratado desde os anos 60 quando surgiram a Lingüística de texto, a Análise Conversacional e a Análise do Discurso, mas o enfoque dado aqui será a relação desses gêneros no domínio da mídia virtual.

É inegável que a tecnologia do computador, em especial com o surgimento da internet , criou uma imensa rede social (virtual) que liga os mais diversos indivíduos pelas mais diversificadas formas numa velocidade espantosa e na maioria dos casos numa relação síncrona. Isso dá uma noção de interação social.

As formas textuais emergentes na escrita eletrônica são várias e versáteis . Veremos a seguir quais são os traços mais interessantes para abordá-las e defini-las. O grande risco que corremos ao definir e identificar esses gêneros situa-se na própria natureza da tecnologia que os abriga.

MARCUSCHI (2002) ressalta que : “não será tratada como gênero a home-page , que ela não passa de um ambiente específico