FALE/UFMG
Oficina de leitura e produção de texto
Encontrando
Forrester.
“[...] a primeira versão você
escreve com o coração; a segunda com a cabeça; o segredo para escrever?
Escrever.”
“Encontrando Forrester” retrata a história de um adolescente negro,
morador do subúrbio de uma cidade norte-americana, que vê sua vida mudar ao
conhecer um famoso escritor avesso à popularidade.
Jamal é um estudante tímido, tira boas notas em literatura
e tem ótimo desempenho no basquete. Mas seu futuro é ameaçado pelas condições
precárias que a escola oferece, pela violência e pela pobreza com a qual
convive diariamente. Perto dali, um homem misterioso vive enclausurado no alto
de um prédio. A aproximação entre os dois personagens acontece de modo
cauteloso, por intermédio de interesses literários, até se estabelecer como uma
sólida amizade. Forrester representa o papel do
mestre, do orientador e do conselheiro, instigando o aprendiz a aperfeiçoar a
escrita, ao observar a recorrência de idéias presas, clima pungente,
palavras baratas e da busca pela especificidade. Ele incita Jamal a respeitar o leitor do texto ao emitir algumas
observações como: indigno desse leitor, quero
ajudar o autor, [trecho] engasgado.
Mas, os encontros
desencadeiam trocas que ultrapassam a finalidade estilística. Jamal aprende a acreditar mais na própria capacidade. E a
admiração pelo empenho e pelo talento do estudante faz com que Forrester também se coloque no papel do aprendiz, mostrando
que a literatura e a vida têm mais em comum do que apenas o estilo.
Simplesmente imperdível!
Vamos comentar algumas
das questões:
Conceitos de resenha:
“Resenha é uma forma reduzida de colocar o texto original,
expressando também a opinião
do autor(.)”
“Resenha é um resumo com comentários pessoais”.
“Uma resenha
é um resumo com aspecto crítico e pessoal de alguma obra ou texto de outro
autor”.
“Uma
resenha é um resumo crítico onde se tecem comentários pessoais e opiniões,
dizer se concorda ou não com as considerações apresentadas”.
Algumas observações...
“Resenha
pra mim é um resumo do
resumo”.Não apenas resumo, resenha é aquele
texto que conterá, sobretudo, suas opiniões, seus comentários sobre um livro,
um filme, etc.
“Para nós, neste momento, resenha é uma
espécie de resumo, onde você descreve com suas palavras a idéia contida num
fato, texto ou obra literária destinado a um determinado público de interesse.” Faltou dizer que, em uma
resenha, nos posicionamos com relação à obra de que falamos.
Resenha é
descrever um fato ou situação em que o autor tem a liberdade de expressar a sua
opinião sobre o que foi narrado. Geralmente não se vêem
conclusões em resenhas. Se o autor quiser,
ele pode primeiro fazer um resumo do texto (do objeto resenhado) com
introdução, desenvolvimento e conclusão, para, só depois, fazer os comentários
pessoais.
“Uma forma
relativamente (?) sucinta de enfatizarmos uma idéia contextual,(?) sem subterfúgios ou adendos desnecessários (?) que
apenas serviriam como complemento
estúpido e ineficaz.” (?) Essa resposta não
traduz nenhum conceito. Devemos apresentar em nossos textos clareza e
objetividade!
! Se
o seu conceito de resenha não estava de acordo com a noção de resenha que
trabalhamos essa semana, o importante é lembrar que de vez em quando a gente
precisa mesmo rever alguns conceitos, não é?
Alguns exemplos de resenha colhidos
na NET / averiguação do conceito de resenha dos respectivos autores:
A
Carta a El Rei D. Manuel - Pero Vaz de Caminha
Com a Carta
a El-Rei D. Manuel I Sobre o Achamento
do Brasil, o seu autor, Pêro Vaz de Caminha, cumpriu a sua função de
escrivão pertencente à armada de Pedro Álvares Cabral e deixou um documento
histórico de grande importância.
Pêro Vaz de
Caminha nasceu no Porto em 1437 e crê-se que foi assassinado na Índia, na
feitoria de Calicute, em 1500, por mouros.
O autor
foi cavaleiro das casas de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I. A História
colocou-o entre aqueles que, como já referimos, se encontravam na armada de
Pedro Álvares Cabral.
A armada
que saiu do estuário do Tejo em direção à Índia, e que devido a um «erro» de
cálculo descobriu as Terras de Vera Cruz, era composta por doze naus e uma
caravela.
A Carta,
datada de 1 de Maio de 1500, é um testemunho das
primeiras impressões recolhidas pelos portugueses ao chegarem ao novo mundo.
Este registro histórico permaneceu inédito durante três séculos, porque não lhe
foi atribuída grande importância pelos historiadores da época. Só foi publicada
em 1817 no âmbito da obra Coreografia
Brasileira da autoria do Padre Aires do Casal. Encontra-se neste momento na
Torre do Tombo, em Lisboa.
A Carta
de Achamento do Brasil é, segundo afirma Carlos
Eduardo do Soveral no Dicionário de Literatura
"o mais vivo testemunho relativo ao reconhecimento oficial da terra de
Vera Cruz. Nela se patenteia com pitoresco inexcedível a impressão que no
civilizado, saído da Idade Média, infunde o espetáculo genesíaco, e também,
especialmente, o atrativo que a mulher indígena exerce na forte compleição do
português. Com esta carta se pode considerar de algum modo inaugurado o ciclo
do bom selvagem, ou do primitivismo, que encontra a maior expressão na obra de
J. J. Rousseau. Datada de 1 de Maio de 1500, só em
1817 foi impressa pela primeira vez."
O texto
participa simultaneamente do modelo epistolo gráfico (não falta sequer a
direito a favor de seu genro Jorge d'Osoiro) e da
forma diarística, o que determina uma alternância de
tempos verbais: o presente no exórdio e na conclusão,
de acordo com o cânone da epístola; o passado na narração dos acontecimentos,
vistos e observados pelo autor, e apresentada com uma organização interna que
pressupõe, de fato, a do diário. O presente intervém igualmente na parte
consagrada à narração mas só nos momentos em que
Caminha se dirige ao seu interlocutor (el-Rei D.
Manuel), explorando sabiamente tal artifício para avivar a escrita e prender a
atenção do destinatário da carta, seu primeiro leitor.
É ainda o
tempo o elemento que divide o que se narra, distinguindo-se aqui três níveis de
divisão temporal. O primeiro nível, nem sempre respeitado mas
profusamente instituído, consiste na divisão por dias (elemento diarístico), de modo a sugerir a dinâmica da viagem; o
segundo é determinado por expressões temporais que dividem a jornada e que
conferem ao discurso um caráter de autenticidade; o terceiro grau desta
evolução temporal, ainda mais preciso, é dado pela minuciosa indicação das
horas, embora este particular se vá tornando menos rígido à medida que o autor
se concentra na descrição do que lhe é dado a observar.
A Carta
cumpre uma precisa função ideológica, toda centralizada no programa da
catequese e da conversão religiosa do "outro". Neste aspecto, e como
lhe parece que "não têm, nem entendem em nenhuma crença", Caminha
assume-se como intérprete da vontade divina, o que põe em causa as teses da
intencionalidade da descoberta: "E logo Nosso Senhor (...) por aqui nos
trouxe, creio que não foi sem causa". O texto, porém, não deixa de revelar
preocupações de ordem econômica e de maneira bastante explícita. Logo no
primeiro contato com os índios, a atenção dos portugueses concentra-se na
tentativa de decifrar a linguagem gestual, seguindo a interpretação que mais
interessava os reais objetivos da viagem. A ambigüidade do gesto resolvia-se
assim em função do que mais se esperava encontrar na "nova terra",
não sendo surpreendente que "ouro" e "prata" apareçam como
signos obstinados, ainda que seja para constatar a sua ausência no espaço
controlado pela frota. Não conhecendo a real extensão da terra, Caminha opta
pela generalização e é certamente este mecanismo a reconduzi-lo, na última
parte da Carta, ao programa ideológico do "acrescentamento de nossa santa
fé", que obsessivamente apresenta ao rei como um projeto a realizar com a
futura colonização.
A
narrativa de Caminha é, além do mais, um instrumento de conhecimento que alarga
a própria concepção do mundo. Nela se faz a exaltação da terra recém-descoberta
e do homem novo e diverso, contribuindo não pouco para a difusão do mito da
natureza edênica e da inocência do outro, este último
mito mais tarde assumido por uma Europa desencantada, para o qual transfere,
através do conceito do "bom selvagem", a sua necessidade de evasão.
Os dois aspectos confluem no texto de modo interdependente, como se um
justificasse o seu recíproco e lhe conferisse uma colocação lógica. Com a
conquista e colonização, perdurará a idéia da natureza incontaminada,
enquanto a imagem do "outro" se irá degradando progressivamente, até pela
resistência oferecida ao programa de assimilação.
Religião,
política, costumes, instituições - o erudito historiador Fustel
de Coulanges realiza um estudo exaustivo da formação
da cultura e Estado clássicos, seu desenvolvimento, dinâmica, características e
transformação ao longo do tempo que perdurou a civilização greco-romana.
Descreve-se e se analisa seu florescimento, ascensão e queda.
Foi professor de História Medieval na Sorbonne e
devido aos métodos de pesquisa que utilizou, é tido como um dos precursores da
moderna historiografia francesa. Dois princípios fundamentais norteiam o estudo
de Coulanges.
Segundo ele a obtenção do verdadeiro conhecimento desses povos (grego e romano)
exige que os estudemos sem a idéia fixa de considerá-los como nós, dado o fato
de sermos seus herdeiros culturais; é preciso estudá-los como se nos fossem
inteiramente estranhos.
O segundo princípio é a necessidade e condição sine
qua non de considerar
as crenças religiosas desses povos para compreender suas instituições em geral,
sem o que estas surgirão obscuras, extravagantes e inexplicáveis diante de
nossos olhos.
Estudos sobre o culto, o direito, as instituições da Grécia e de Roma. A Cidade
Antiga é um tratado sobre a civilização greco-romana. É citado
a forma como o sagrado na cidade grega consubstanciava a noção de
limites entre as casas, entre uma moradia e outra era observado uma certa
distância.
Página: www.feranet21.com.br
O
texto acima é um exemplo de resenha nada tradicional... Traz muitas informações
sobre o autor, Pero Vaz de Caminha, além de fazer análises realmente densas
sobre o texto. Devemos considerar condições de produção (interlocutor, objetivo..) específicas que exigiram do autor esse tipo de resenha.
O
colega que nos enviou essa resenha inferiu direitinho o lugar para onde ela poderia ter sido
destinada...
“Resenha é uma síntese ou e um comentário dos livros ( documento, neste
caso) publicados feitos (feita) em revistas especializadas das várias áreas da
ciência, das artes e da filosofia.”
Mas... Provavelmente o autor da resenha A Carta a El Rei
D. Manuel - Pero Vaz de Caminha não
considera resenha como uma síntese ou um comentário de um texto, porque se
assim fosse, não teria escrito uma resenha tão extensa.
O Livro de
Ouro da MPB
Autor:
Ricardo Cravo Albin
Rio de Janeiro: Ediouro, 2003
Musicólogo
e historiador, Ricardo Cravo Albin nos brinda este
livro indispensável para pesquisadores e amantes da música brasileira. Em suas
365 páginas, O Livro de Ouro da MPB relata a vida dos grandes nomes da
MPB desde a sua origem até os dias de hoje. Com uma linguagem acessível e
despretensiosa, Ricardo Cravo Albin cativa e segura o
leitor do princípio ao fim deste maravilhoso livro. É bom que você,
leitor, confira a opinião do resenhista.
Egídio
Leitão
“Percebemos claramente que os
exemplos citados acima possuem a estrutura de uma resenha, com comentários
pessoais em ambos os textos”.
Eastwood tenta vingança em "Sobre
Meninos e Lobos" - 04/12/2003
(AF)
No filme
"Sobre Meninos e Lobos", adaptação do livro do americano Dennis Lehane, o ator Clint Eastwood conta a história de três
amigos de infância que se reencontram quando adultos por causa de uma tragédia:
a morte da filha mais velha de um deles.
O trio formado por Jimmy (Sean Penn), Sean (Kevin Bacon) e Dave (Tim Robbins) já havia passado por um trauma quando os três ainda eram
pequenos. Dave sofreu um trauma na mão de dois
homens, e eles nunca superaram o episódio.
Quando a filha de Jimmy é assassinada, os três entram em contato de novo, sendo
que Sean agora é um policial, encarregado de
encontrar o criminoso. Jimmy quer fazer justiça sozinho,
usando seus métodos. E, no meio disso tudo, ainda aparece Dave, que vira suspeito do crime.
Citação: http://cinema.uai.com.br/
VÔO NA
DISTÂNCIA
Vôo (dentro/fora de si) na distância
Por Luiz
Alberto Machado
"Voar
é do homem", assinala Djavan numa de suas canções. Tanto é que não basta
só acompanhar a odisséia do Santos Dumont no seu 14-Bis, ou dos irmãos Orville e Wilbur Wright, mas todas as tentativas repetidas e fracassadas
desde o desejo de imitar o vôo dos pássaros, o lendário Ícaro,
as criações de Júlio Verne, as explorações siderais, a busca pelo Nirvana e as
elucubrações reverberadas do rock progressivo. Maior viagem. Inclusive, dá-se a
entender que todos os projetos humanos são verdadeiros planos de vôo, tal como
projetou Gonzaguinha num de seus discos de início de carreira. E, por isso,
parece que as pessoas realmente voam, mesmo estando dormindo e sonhando, ou com
os olhos bem abertos quando refletem sobre o futuro de suas próprias vidas.
Tudo sugere voar alcançando novas possibilidades. Tudo sugere perspectivas, basta ter o brevê da coragem e determinação,
pilotar pelos riscos e oportunidades e, acendendo a vida, asas à imaginação. E
claro, realizar. É, parece que voar é preciso. Melhor: voar é preciso.
Por esta razão, apertei o cinto e fui de cabeça para o "Vôo na
distância", livro da poeta e escritora Vânia Moreira Diniz, que é o canto
da ave-do-paraíso na sua mais exuberante expressão: " Meu canto é de ternura, Meu canto é de tristeza, Meu
canto é de doçura, Meu canto é sentimento...". Este é o canto que diz: "...escrever é meu perene e encantado destino".
A partir daí, fiz minha habilitação de passageiro e acompanhei todos os
tripulantes sentimentos e emoções pelas altitudes singelas da introspecção, até
as longitudes da grandiosidade que se expressa no abraço do canto mavioso da
poeta. Pura adrenalina. Uma hora, toda profundidade interior de seu ser se
confunde com a amplitude do espaço cósmico; noutro momento, a sua
exteriorização mais parece a estabilidade do íntimo de
um aerólito que foi catapultado do nada para se
iluminar com as estrelas do céu da sua boca, ao falar seus versos na candura de
sua voz. Verdade, toda uma atmosfera de encantos. E essa atmosfera vem sem
creditar o valor do tempo, misturado ao destino do mar, aos devduzir
por caminhos estranhos e sonhos devastados. Principalmente quando entoa sua cançãoaneios de novas paragens, sem o escrúpulo do seu
segredo que não lembra de graça do ontem, do passado "...pequenina
era ela", mas como aprendizado para a liberdade de se con:
Os acordes são suaves
A expressão só harmonia,
As notas estão em sintonia
Com o universo e a beleza.
Meu canto domina o espaço,
Com a alegria do momento,
Jamais perde os compassos
E desvia os sofrimentos
Ou quando solfeja seu acalanto:
Não durmas longe dos sonhos,
Esquecido de nossas angústias,
Não durmas sem recordar...
Ou em Miséria, quando: "a vida que ninguém sabe o que é... de quem nem
socorro conhece.... o espetáculo da morte
pelo mais vil motivo". Noutra rompante assevera: "
por favor, abra os olhos ainda hoje".
Manifestando-se, assim, ela mesmo diz de
seus poemas:
Meus poemas talvez
Não te causem mais emoção...
Mas a urgência é grande...
Enquanto aqui estiver,
Enquanto puder amar....
E me enxergue no labirinto da alma...
De mim mesmo, revolvi todas as páginas. Foi um exercício que a própria poeta
sugeriu ao escrever seus versos. E eu nem mais sabia se era eu ou a poeta que
voava. Se éramos os dois irmanados ou apenas um, ela
em mim, revelado na comunhão dos sentimentos. O que sei de verdade, é que esse
"Vôo na distância" é a revelação da proximidade entre a segurança
desejada da terra firme e o átimo indesejável do desvario abissal humano: o
lance da finitude sob o domínio do infinito.
Então, leitor ou leitora, habilite-se: boa viagem.
Citação: http://www.sobresites.com/poesia/resenha/voo.htm
Os
colegas entenderam direitinho o funcionamento das resenhas apresentadas acima.
Vejam:
“O autor
da primeira resenha apenas nos "apresentou"
ao filme. Ele nos deu um pouco do que acontece na trama, tentando aguçar a
curiosidade do leitor. Ele não faz comentários pessoais acerca do filme e nem
descreve o filme todo, pois senão os leitores desistiriam de assistir ao filme.
Já o autor da Segunda resenha abusa das intertextualidades, citando outros
autores para falar do livro. Ele fundamenta a sua resenha em sua própria
experiência ao ter lido o texto. Portanto, ela está repleta de comentários
pessoais.” Muito bem!
Vejam o texto apresentado abaixo, denominado de resenha
parlamentar. Esse tipo de texto, pessoal, não se trata da resenha
crítica que pretendemos fazer com que os alunos do Redigir aprendam.
Esse
exemplo aproxima-se mais de uma reportagem, porque contém uma linguagem bem
próxima da jornalística.
Resenha Parlamentar - 9/12/2003
Assessoria Parlamentar
CPMI
do Banestado está em Nova Iorque
Integrantes da CPI Mista do Banestado estão em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde se
encontram com promotores públicos distritais. Os parlamentares vão tentar obter
das autoridades americanas novos documentos que
comprovem remessas ilegais, através das chamadas contas CC5,
de bancos brasileiros para agências em Nova Iorque.
A CPMI quer investigar também documentos confidenciais da Yukon
River, empresa offshore que
seria de propriedade do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Em setembro, a Yukon River foi denunciada à
comissão pela ex-mulher do prefeito, Nicéa Camargo.
Segundo ela, Pitta enviou quase R$ 500 mil para essa empresa, entre 1999 e
2000.
NOVAS INVESTIGAÇÕES
O relator da CPMI, deputado José Mentor (PT-SP), informou que esta segunda
viagem da comissão a Nova Iorque pretende identificar todos os bancos que
receberam remessas ilegais do Brasil.
Os parlamentares retornam a Brasília na próxima quinta-feira (11). No mesmo
dia, a comissão realiza reunião administrativa para avaliar as investigações
realizadas neste semestre.
Durante o recesso parlamentar, uma subcomissão da CPMI vai continuar em
Brasília para a realização de duas audiências públicas. Segundo José Mentor,
ainda não há previsão para a apresentação do relatório final. (Agência Câmara)
INTERESSANTE
Vejam a opinião de um
colega a respeito de resenha:
“Como acho que prefácios de livros são boas
resenhas, eis algumas:”
Sobre o livro
“Redes de Computadores Curso Completo” –
http://www.clubedohardware.com.br/15.html
Citações da Mídia
Best Seller: Livro mais vendido no Submarino, a
maior livraria virtual da
América Latina.
"Um livro
indispensável para quem está se especializando ou quer entender melhor o
funcionamento das redes de computadores está chegando às livrarias: Redes de
Computadores Curso Completo, de Gabriel Torres. O volume, com aproximadamente
700 páginas, inicia uma referência à infiltração das redes no cotidiano: - O
caixa eletrônico não passa de um computador ligado a um computador central que
armazena as informações da conta - diz, com a linguagem simples que se
transformou em uma regra em seus livros. Nesta obra, ele se propõem a preencher
as lacunas de outras publicações sobre o
assunto. - Não
perdemos tempo explicando conceitos que não são utilizados no dia a dia, como o
funcionamento de protocolos que ainda não chegaram ao mercado - explica.
Consciente de que é impossível escrever um livro completo sobre o assunto, o
autor se preocupou em ensinar todos os passos para a montagem de uma rede ponto
a ponto usando o Windows 9x/ME e uma rede cliente/servidor usando o Windows 2000". - Zero
Hora, 02 de maio de 2001 "Novo livro do professor Gabriel - Gabriel
Torres, colunista do Internet & Tecnologia, está lançando Redes de
Computadores - Curso Completo, seu
décimo-quinto
livro. Lançamento da Axcel Books (www.axcel.com.br), o livro é
voltado para
profissionais, estudantes e entusiastas de Informática. Em 670 páginas, Gabriel
apresenta, de forma clara e direta, praticamente tudo sobre redes. E o que é
melhor: sem tecnicismos complicados. Entre outros assuntos, o leitor encontrará
montagem de redes ponto-a-ponto com Windows 9x e ME; montagem de redes
cliente-servidor com o Windows 2000 server; modelo OSI de sete camadas; os
principais protocolos do mercado, como X.25, ATM e Frame Relay; arquiteturas de redes locais, como
Ethernet, Token Ring e FDDI; cabeamento, comunicação sem fio, hubs, switches e muito mais. O livro sai em
tamanho grande e capa dura, ao preço de R$ 129. Especialista em hardware e
eletrônica, Gabriel assina nossas colunas Dicas e Cartas e é criador do
Clube do
Hardware." - O Dia, 25 de abril de 2001
Sobre o livro
“Hardware Curso Completo 4ª edição ” –
http://www.clubedohardware.com.br/16.html
Citações da Mídia -
4ª edição
Texto esmiúça
hardware dos PCs
Edição atualizada
de 'Hardware - Curso Completo' abrange até processador de 64 bits
Hardware - Curso
Completo já é referência entre escolas de hardware de PCs e técnicos de manutenção e
montagem. A primeira edição foi lançada em 1996, com 700 páginas. A partir daí
o autor não parou de atualizá-lo. A quarta edição, recém-lançada, tem 1.400
páginas e abrange desde tecnologias antigas até o que há de mais atual em
termos de PC.
O livro tem 40
capítulos. A maioria foi reescrita e alguns foram adicionados. Para se ter uma
idéia, a terceira edição tinha 34 capítulos e 1.200 páginas. O título é bem
apropriado, pois o texto explica desde o que é bit, passando por processadores
de sétima geração (Pentium 4), funcionamento de periféricos (incluindo DVD) e até mesmo como funciona um
processador de 64 bits, o Itanium.
Mesmo nas
tecnologias mais novas o texto não é superficial. Começa com os fundamentos e
vai além, entrando em detalhes de funcionamento com o texto recheado de tabelas
e diagramas de blocos que auxiliam muito a compreensão. Informação é o que não
falta e os tópicos estão muito bem organizados. Democrático - Nenhum assunto
relevante foi esquecido. Um capítulo trata apenas de processadores não-Intel, ou seja, usam outras filosofias de
construção. Toda a linha de processadores da AMD está ali, até os últimos
lançamentos - Athlon e Duron. Mesmo processadores menos populares, como
Cyrix e WinChip, são esmiuçados pelo autor.
O novo padrão de
modem, o V.92, também está explicado, além do modem para TV
a cabo. A obra se
completa com as configurações dos sistemas operacionais. O
autor ensina como
reconhecer um hardware pelo Windows, como configurar arquivos de inicialização para melhor aproveitar a memória e
como resolver problemas de travamentos.
O Windows XP, que
sairá do forno no mês que vem, está aqui, bem como o Linux. Todos os capítulos terminam com
uma seção de perguntas, com situações práticas. É um artifício que o leitor
pode aproveitar para conhecer as soluções dos problemas mais comuns e não
sofrer quando se deparar com eles.
A linguagem
simples, unida ao conhecimento técnico, torna a obra fonte de aprendizado
rápido e garantido. - O Estado de São Paulo, 24 de setembro de 2001.
Para o nosso colega, os autores das resenhas acima
pretenderam: “Explicar,
resumir, criticar (dar opinião) sobre o texto sobre o qual eles escrevem”.
O Redigir concorda com
você! Parabéns pela percepção!
Diferença entre resumo e resenha:
“A diferença é que na resenha, você pode
tecer comentários (no caso da resenha crítica) e “resenhar” de acordo com o
público alvo de interesse. No caso do resumo você deve manter a idéia
original do texto, não podendo expressar opiniões nem acrescentar algo que
julgue necessário, mesmo
que você seja um especialista sobre o assunto.” Muito
bem! Vocês fizeram comentários relevantes sobre as diferenças entre um resumo e
uma resenha.
“Um resumo não contém a opinião pessoal de quem o escreve, já uma
resenha sim.” Isso mesmo!
“O resumo, por exemplo, é
uma sintetização de um texto enquanto que a resenha é
um comentário (além do comentário, um breve resumo)
sobre o assunto do texto.
“No resumo você apenas transcreve as idéias usando um número
reduzido de palavras. Na
resenha você explicita as idéias e argumenta sobre elas.” Muito bem dito!
E então? Caminho difícil é ou não uma resenha?
“Sim.
Porque a autora fala sobre uma obra, no caso da gramática feita por Perine,
e expressa sua opinião acerca da mesma.”
“Isto é
uma resenha, pois ele
(ela) fala sobre o livro de Perini e faz uma “seção
sessão puxa-saco” (rs...) para com o mesmo.”
Acertou quem disse sim... Os exemplos acima justificam direitinho o
porquê.
Aqui vão
algumas das resenhas dos colegas. Esperamos que vocês sejam seduzidos ou
alertados por elas!
* Resenha
de site
Aeeeeeeeeee!!! Estamos lisonjeados com a
resenha que você fez, Gustavo.Valeu!
Resenha sobre a Home Page do REDIGIR
A página do Redigir, foi construída para orientar os
alunos do curso de Redação Técnica da UFMG em um estudo a distância. A mesma possui várias dicas de
como se escrever um texto. Para quem gosta, e também não gosta de escrever,
indico para navegar. Poderia ter descrito um pouco mais...
* Resenhas de CDs
O cd Let Go de Avril Lavigne, é composto de baladas que falam sobre problemas
típicos de adolescentes. Segundo Avril os
contextos das músicas falam de experiências que ela mesma viveu mostrando que a
vida da cantora não é diferente dos demais adolescentes. Essa é uma resenha “filhote”. Ficou faltando o seu
comentário sobre o cd, vale a pena comprá-lo?
*
Resenhas de Filmes
Resenha
sobre o filme Cidade de Deus:
O livro
retrata a realidade vivida por dois garotos que vivem em um "bairro
carioca", a Cidade de Deus, nos anos 70, que tem seu início como sendo um
bairro para desabrigados de enchentes e outros desastres. O filme compara o
tempo todo os caminhos escolhido(s) pelos dois
garotos para suas vidas,
(Sugerimos que você empregue um ponto final invés de
vírgula) um destina-
se ao tráfico de drogas e o outro destina- se a seguir seu sonho, ser um fotógrafo
famoso. Durante o filme, se espelhando em seu irmão mais velho, um dos garotos
se destina-se
(evite repetições!) a entrar para o mundo do
crime inicialmente roubando, e logo após, entrando para o tráfico de drogas. O
outro garoto, apesar de sofrer pressão exercida pela vida para entrar para o
caminho fácil do crime, e apesar das dificuldades de sua vida sofrida, consegue
ser fotógrafo de uma revista.
O filme é
muito bom e (se o que vem escrito a seguir for o motivo da qualidade do
filme, você pode trocar o e pelo pois
) apresenta a mudança de estilo
de cinema brasileiro, e uma excelente qualidade em efeitos visuais.
Filme - A
Enfermeira Betty
É um filme
valorizado pelo ótimo elenco e por um roteiro brilhante. Betty
é uma garçonete que leva uma vida sem sentido e sem maiores pretensões, além de
ser casada com um sujeito da pior estirpe. Sua única alegria é assistir uma novela, sendo admiradora do ator que interpreta um
cirurgião na mesma. Quando ela presencia o brutal assassinato de seu marido,
sofre um lapso de memória e acha ser uma antiga noiva do tal cirurgião
fictício, e parte, de carro, pelas estradas americanas, com o objetivo de se
encontrar com ele, além de ter os dois assassinos a perseguindo, pois dentro de
seu carro há uma mercadoria misteriosa. Definitivamente não é um filme para
todos os gostos, ainda mais para aqueles que se chocam com cenas de extrema
violência, mas para aqueles que abominam os produtos vindos da terra do cinema,
vale a pena dar uma espiada neste filme, pois ele merece.
Lisbela e o Prisioneiro
"Lisbela e o prisioneiro" é uma comédia brasileira que a muito tempo no se via, essa comédia utilizou-se do que tem
de mais rico no Brasil, sua cultura popular. Repleta de musicas bem
brasileiras, esse filme é recomendado para se ver "juntinho", então
chame uma boa companhia, faça a pipoca e divirta-se.
O filme
conta a historia de um malandro sedutor interpretado por Selton
mello que se apaixona pela filha do delegado da
cidade, essa moça de nome Lisbela (Débora Falabella) não perde um seção do cinema da cidade e quando
sem notar sua vida vira um verdadeira historia de Holiwood,
com direito a mocinho e bandido.
*
Resenhas de Livros
O Poderoso Chefão
Livro
bastante interessante e voltado para quem gosta de saber a fundo as relações dentro da Máfia Ìtalo-Americana,
"O Poderoso Chefão" ou "The Godfather" do excelente autor Mario Puzo tem uma tendência clara de mostrar a vida da família Corleone e seus pricipais componentes na máfia.
Há a
apresentação da vida de Don Vito Corleone
no início da obra e durante a história da saga da família. O livro se inicia no
casamento da filha de Don Vito e mostra histórias
acontecidas antes desse casamento. E assim vai desenrolando a obra, com vários
clichês e casos.
O autor
consegue mostrar a saga da família Corleone de forma
longa e temporal, com ricos detalhes que fazem o leitor se sentir dentro da
história, como um membro do grupo. È um livro formidável em que o leitor fica
com cada vez mais vontade de ler e saber o que acontecerá. Portanto, pode ser
recomendado para todos que gostam de uma boa leitura sobre o funcionamento da
máfia.
Resenha sobre o livro “Porque os
homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”.
A obra “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” é uma das
campeãs de vendagem deste semestre. Este livro foi escrito pelo casal Allan e Barbara Pease, onde eles
contam suas próprias experiências e também relatos de uma intensa pesquisa
feita com várias pessoas e por vários anos.
Todos estes relatos e pesquisas são contados de forma bem humorada,
suavizando a leitura e tornando-a bastante agradável.
Nos primeiros capítulos, os autores se preocupam em explicar o porque (quando o porque tiver o mesmo valor de motivo , então iremos escrevê-lo assim: porquê) da diferença (em todos os sentidos) entre os
sexos. Com o desenrolar do texto, são feitas várias conexões entre as
experiências e pesquisas, e os acontecimentos cotidianos do leitor, deixando-o
“preso a (à) obra”, fascinado com explicações antes não
reveladas.
“Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” é um livro que
“abre caminhos” para melhores relacionamentos, indispensável para aqueles que
não abrem mão te ter e dar amor, em todos os sentidos (.)
Artes, Reinaldo.
Reinaldo Artes, autor do artigo Aspectos Estatísticos da
Análise Fatorial de Escalas de Avaliação, publicado na Revista de
Psiquiatria Clínica número 25 Edição Especial nas páginas 223-228 no ano de
1998. O artigo trata de uma técnica muito utilizada na Estatística aplicada de
modo prático. Em sua primeira parte ele dá uma introdução ao assunto
apresentando toda a base de dados, mostrando como é construída a escala de
avaliação psicológica e psiquiátrica e logo em seguida se refere a todo
embasamento teórico da técnica estatística. Em uma segunda parte ele faz a
aplicação da técnica com os dados apresentados sempre comentando resultados e
introduzindo mais da aplicação da técnica. Utiliza um método interessante, pois
intercala a teoria com a prática tornando o texto extremamente compreensível
para o leitor. No final o autor deixa sua opinião sobre os resultados obtidos
com a técnica e enfatiza o que foi importante no estudo. Recomendamos o estudo
desse artigo, principalmente os interessados em tal técnica estatística que é
muito utilizada no mercado de trabalho.
Site que oferece boas
dicas sobre resenhas:
http://www.jornalismo.ufsc.br/bancodedados/resenhas.html
Parabéns a todos pelas resenhas produzidas! E
lembrem que só aprendemos a escrever, escrevendo...
Portanto, pratiquem muito e sempre!!!
Por hoje é só!
Abraços:
Maria e Rosiane