FALE/UFMG

Oficina de leitura e produção de texto

 

RESENHA

 

 

 Abriremos os comentários desta semana com uma indicação para as férias que estão chegando!

Encontrando Forrester

 

Encontrando Forrester. Direção de Gus Van Sant. EUA: Columbia, 2000, 134 min., color.

 

 

“[...] a primeira versão você escreve com o coração; a segunda com a cabeça; o segredo para escrever? Escrever.

 

“Encontrando Forrester” retrata a história de um adolescente negro, morador do subúrbio de uma cidade norte-americana, que vê sua vida mudar ao conhecer um famoso escritor avesso à popularidade.

Jamal é um estudante tímido, tira boas notas em literatura e tem ótimo desempenho no basquete. Mas seu futuro é ameaçado pelas condições precárias que a escola oferece, pela violência e pela pobreza com a qual convive diariamente. Perto dali, um homem misterioso vive enclausurado no alto de um prédio. A aproximação entre os dois personagens acontece de modo cauteloso, por intermédio de interesses literários, até se estabelecer como uma sólida amizade. Forrester representa o papel do mestre, do orientador e do conselheiro, instigando o aprendiz a aperfeiçoar a escrita, ao observar a recorrência de idéias presas, clima pungente, palavras baratas e da busca pela especificidade. Ele incita Jamal a respeitar o leitor do texto ao emitir algumas observações como: indigno desse leitor, quero ajudar o autor, [trecho] engasgado.

Mas, os encontros desencadeiam trocas que ultrapassam a finalidade estilística. Jamal aprende a acreditar mais na própria capacidade. E a admiração pelo empenho e pelo talento do estudante faz com que Forrester também se coloque no papel do aprendiz, mostrando que a literatura e a vida têm mais em comum do que apenas o estilo. Simplesmente imperdível!

 

 

Vamos comentar algumas das questões:

Conceitos de resenha:

 

 

 “Resenha é uma forma reduzida de colocar o texto original, expressando também a  opinião do autor(.)

 “Resenha é um resumo com comentários pessoais”.

“Uma resenha é um resumo com aspecto crítico e pessoal de alguma obra ou texto de outro autor”.

“Uma resenha é um resumo crítico onde se tecem comentários pessoais e opiniões, dizer se concorda ou não com as considerações apresentadas”.

 

 

Algumas observações...

“Resenha pra mim é um resumo do resumo”.Não apenas resumo, resenha é aquele texto que conterá, sobretudo, suas opiniões, seus comentários sobre um livro, um filme, etc.

 “Para nós, neste momento, resenha é uma espécie de resumo, onde você descreve com suas palavras a idéia contida num fato, texto ou obra literária destinado a um determinado público de interesse.” Faltou dizer que, em uma resenha, nos posicionamos com relação à obra de que falamos.

Resenha é descrever um fato ou situação em que o autor tem a liberdade de expressar a sua opinião sobre o que foi narrado. Geralmente não se vêem conclusões em resenhas.  Se o autor quiser, ele pode primeiro fazer um resumo do texto (do objeto resenhado) com introdução, desenvolvimento e conclusão, para, só depois, fazer os comentários pessoais. 

“Uma forma relativamente (?) sucinta de enfatizarmos uma idéia contextual,(?) sem subterfúgios ou adendos desnecessários (?) que apenas serviriam como complemento estúpido e ineficaz.” (?) Essa resposta não traduz nenhum conceito. Devemos apresentar em nossos textos clareza e objetividade!

 

                ! Se o seu conceito de resenha não estava de acordo com a noção de resenha que trabalhamos essa semana, o importante é lembrar que de vez em quando a gente precisa mesmo rever alguns conceitos, não é?

Alguns exemplos de resenha colhidos na NET / averiguação do conceito de resenha dos respectivos autores:

 

A Carta a El Rei D. Manuel - Pero Vaz de Caminha

Com a Carta a El-Rei D. Manuel I Sobre o Achamento do Brasil, o seu autor, Pêro Vaz de Caminha, cumpriu a sua função de escrivão pertencente à armada de Pedro Álvares Cabral e deixou um documento histórico de grande importância.

Pêro Vaz de Caminha nasceu no Porto em 1437 e crê-se que foi assassinado na Índia, na feitoria de Calicute, em 1500, por mouros.

O autor foi cavaleiro das casas de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I. A História colocou-o entre aqueles que, como já referimos, se encontravam na armada de Pedro Álvares Cabral.

A armada que saiu do estuário do Tejo em direção à Índia, e que devido a um «erro» de cálculo descobriu as Terras de Vera Cruz, era composta por doze naus e uma caravela.

A Carta, datada de 1 de Maio de 1500, é um testemunho das primeiras impressões recolhidas pelos portugueses ao chegarem ao novo mundo. Este registro histórico permaneceu inédito durante três séculos, porque não lhe foi atribuída grande importância pelos historiadores da época. Só foi publicada em 1817 no âmbito da obra Coreografia Brasileira da autoria do Padre Aires do Casal. Encontra-se neste momento na Torre do Tombo, em Lisboa.

A Carta de Achamento do Brasil é, segundo afirma Carlos Eduardo do Soveral no Dicionário de Literatura "o mais vivo testemunho relativo ao reconhecimento oficial da terra de Vera Cruz. Nela se patenteia com pitoresco inexcedível a impressão que no civilizado, saído da Idade Média, infunde o espetáculo genesíaco, e também, especialmente, o atrativo que a mulher indígena exerce na forte compleição do português. Com esta carta se pode considerar de algum modo inaugurado o ciclo do bom selvagem, ou do primitivismo, que encontra a maior expressão na obra de J. J. Rousseau. Datada de 1 de Maio de 1500, só em 1817 foi impressa pela primeira vez."

O texto participa simultaneamente do modelo epistolo gráfico (não falta sequer a direito a favor de seu genro Jorge d'Osoiro) e da forma diarística, o que determina uma alternância de tempos verbais: o presente no exórdio e na conclusão, de acordo com o cânone da epístola; o passado na narração dos acontecimentos, vistos e observados pelo autor, e apresentada com uma organização interna que pressupõe, de fato, a do diário. O presente intervém igualmente na parte consagrada à narração mas só nos momentos em que Caminha se dirige ao seu interlocutor (el-Rei D. Manuel), explorando sabiamente tal artifício para avivar a escrita e prender a atenção do destinatário da carta, seu primeiro leitor.

É ainda o tempo o elemento que divide o que se narra, distinguindo-se aqui três níveis de divisão temporal. O primeiro nível, nem sempre respeitado mas profusamente instituído, consiste na divisão por dias (elemento diarístico), de modo a sugerir a dinâmica da viagem; o segundo é determinado por expressões temporais que dividem a jornada e que conferem ao discurso um caráter de autenticidade; o terceiro grau desta evolução temporal, ainda mais preciso, é dado pela minuciosa indicação das horas, embora este particular se vá tornando menos rígido à medida que o autor se concentra na descrição do que lhe é dado a observar.

A Carta cumpre uma precisa função ideológica, toda centralizada no programa da catequese e da conversão religiosa do "outro". Neste aspecto, e como lhe parece que "não têm, nem entendem em nenhuma crença", Caminha assume-se como intérprete da vontade divina, o que põe em causa as teses da intencionalidade da descoberta: "E logo Nosso Senhor (...) por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa". O texto, porém, não deixa de revelar preocupações de ordem econômica e de maneira bastante explícita. Logo no primeiro contato com os índios, a atenção dos portugueses concentra-se na tentativa de decifrar a linguagem gestual, seguindo a interpretação que mais interessava os reais objetivos da viagem. A ambigüidade do gesto resolvia-se assim em função do que mais se esperava encontrar na "nova terra", não sendo surpreendente que "ouro" e "prata" apareçam como signos obstinados, ainda que seja para constatar a sua ausência no espaço controlado pela frota. Não conhecendo a real extensão da terra, Caminha opta pela generalização e é certamente este mecanismo a reconduzi-lo, na última parte da Carta, ao programa ideológico do "acrescentamento de nossa santa fé", que obsessivamente apresenta ao rei como um projeto a realizar com a futura colonização.

A narrativa de Caminha é, além do mais, um instrumento de conhecimento que alarga a própria concepção do mundo. Nela se faz a exaltação da terra recém-descoberta e do homem novo e diverso, contribuindo não pouco para a difusão do mito da natureza edênica e da inocência do outro, este último mito mais tarde assumido por uma Europa desencantada, para o qual transfere, através do conceito do "bom selvagem", a sua necessidade de evasão. Os dois aspectos confluem no texto de modo interdependente, como se um justificasse o seu recíproco e lhe conferisse uma colocação lógica. Com a conquista e colonização, perdurará a idéia da natureza incontaminada, enquanto a imagem do "outro" se irá degradando progressivamente, até pela resistência oferecida ao programa de assimilação.

Religião, política, costumes, instituições - o erudito historiador Fustel de Coulanges realiza um estudo exaustivo da formação da cultura e Estado clássicos, seu desenvolvimento, dinâmica, características e transformação ao longo do tempo que perdurou a civilização greco-romana. Descreve-se e se analisa seu florescimento, ascensão e queda.
Foi professor de História Medieval na Sorbonne e devido aos métodos de pesquisa que utilizou, é tido como um dos precursores da moderna historiografia francesa. Dois princípios fundamentais norteiam o estudo de Coulanges.
Segundo ele a obtenção do verdadeiro conhecimento desses povos (grego e romano) exige que os estudemos sem a idéia fixa de considerá-los como nós, dado o fato de sermos seus herdeiros culturais; é preciso estudá-los como se nos fossem inteiramente estranhos.
O segundo princípio é a necessidade e condição sine qua non de considerar as crenças religiosas desses povos para compreender suas instituições em geral, sem o que estas surgirão obscuras, extravagantes e inexplicáveis diante de nossos olhos.
Estudos sobre o culto, o direito, as instituições da Grécia e de Roma. A Cidade Antiga é um tratado sobre a civilização greco-romana. É citado a forma como o sagrado na cidade grega consubstanciava a noção de limites entre as casas, entre uma moradia e outra era observado uma certa distância.

Página: www.feranet21.com.br

O texto acima é um exemplo de resenha nada tradicional... Traz muitas informações sobre o autor, Pero Vaz de Caminha, além de fazer análises realmente densas sobre o texto. Devemos considerar condições de produção (interlocutor, objetivo..) específicas que exigiram do autor esse tipo de resenha.

 

O colega que nos enviou essa resenha inferiu direitinho o  lugar para onde ela poderia ter sido destinada...

Resenha é uma síntese ou e um comentário dos livros ( documento, neste caso)  publicados feitos (feita) em revistas especializadas das várias áreas da ciência, das artes e da filosofia.”

Mas...  Provavelmente o autor da resenha A Carta a El Rei D. Manuel - Pero Vaz de Caminha não considera resenha como uma síntese ou um comentário de um texto, porque se assim fosse, não teria escrito uma resenha tão extensa.

 

O Livro de Ouro da MPB

Autor: Ricardo Cravo Albin
Rio de Janeiro: Ediouro, 2003

 Musicólogo e historiador, Ricardo Cravo Albin nos brinda este livro indispensável para pesquisadores e amantes da música brasileira. Em suas 365 páginas, O Livro de Ouro da MPB relata a vida dos grandes nomes da MPB desde a sua origem até os dias de hoje. Com uma linguagem acessível e despretensiosa, Ricardo Cravo Albin cativa e segura o leitor do princípio ao fim deste maravilhoso livro. É bom que você, leitor, confira a opinião do resenhista.

Egídio Leitão

“Percebemos claramente que os exemplos citados acima possuem a estrutura de uma resenha, com comentários pessoais em ambos os textos”.

 

 Eastwood tenta vingança em "Sobre Meninos e Lobos" - 04/12/2003

(AF)

No filme "Sobre Meninos e Lobos", adaptação do livro do americano Dennis Lehane, o ator Clint Eastwood conta a história de três amigos de infância que se reencontram quando adultos por causa de uma tragédia: a morte da filha mais velha de um deles.

O trio formado por Jimmy (Sean Penn), Sean (Kevin Bacon) e Dave (Tim Robbins) já havia passado por um trauma quando os três ainda eram pequenos. Dave sofreu um trauma na mão de dois homens, e eles nunca superaram o episódio.

Quando a filha de Jimmy é assassinada, os três entram em contato de novo, sendo que Sean agora é um policial, encarregado de encontrar o criminoso. Jimmy quer fazer justiça sozinho, usando seus métodos. E, no meio disso tudo, ainda aparece Dave, que vira suspeito do crime.

Citação: http://cinema.uai.com.br/

VÔO NA DISTÂNCIA

Vôo (dentro/fora de si) na distância

Por Luiz Alberto Machado

"Voar é do homem", assinala Djavan numa de suas canções. Tanto é que não basta só acompanhar a odisséia do Santos Dumont no seu 14-Bis, ou dos irmãos Orville e Wilbur Wright, mas todas as tentativas repetidas e fracassadas desde o desejo de imitar o vôo dos pássaros, o lendário Ícaro, as criações de Júlio Verne, as explorações siderais, a busca pelo Nirvana e as elucubrações reverberadas do rock progressivo. Maior viagem. Inclusive, dá-se a entender que todos os projetos humanos são verdadeiros planos de vôo, tal como projetou Gonzaguinha num de seus discos de início de carreira. E, por isso, parece que as pessoas realmente voam, mesmo estando dormindo e sonhando, ou com os olhos bem abertos quando refletem sobre o futuro de suas próprias vidas. Tudo sugere voar alcançando novas possibilidades. Tudo sugere perspectivas, basta ter o brevê da coragem e determinação, pilotar pelos riscos e oportunidades e, acendendo a vida, asas à imaginação. E claro, realizar. É, parece que voar é preciso. Melhor: voar é preciso.

Por esta razão, apertei o cinto e fui de cabeça para o "Vôo na distância", livro da poeta e escritora Vânia Moreira Diniz, que é o canto da ave-do-paraíso na sua mais exuberante expressão: " Meu canto é de ternura, Meu canto é de tristeza, Meu canto é de doçura, Meu canto é sentimento...". Este é o canto que diz: "...escrever é meu perene e encantado destino".

A partir daí, fiz minha habilitação de passageiro e acompanhei todos os tripulantes sentimentos e emoções pelas altitudes singelas da introspecção, até as longitudes da grandiosidade que se expressa no abraço do canto mavioso da poeta. Pura adrenalina. Uma hora, toda profundidade interior de seu ser se confunde com a amplitude do espaço cósmico; noutro momento, a sua exteriorização mais parece a estabilidade do íntimo de um aerólito que foi catapultado do nada para se iluminar com as estrelas do céu da sua boca, ao falar seus versos na candura de sua voz. Verdade, toda uma atmosfera de encantos. E essa atmosfera vem sem creditar o valor do tempo, misturado ao destino do mar, aos devduzir por caminhos estranhos e sonhos devastados. Principalmente quando entoa sua cançãoaneios de novas paragens, sem o escrúpulo do seu segredo que não lembra de graça do ontem, do passado "...pequenina era ela", mas como aprendizado para a liberdade de se con:

Os acordes são suaves
A expressão só harmonia,
As notas estão em sintonia
Com o universo e a beleza.
Meu canto domina o espaço,
Com a alegria do momento,
Jamais perde os compassos
E desvia os sofrimentos
Ou quando solfeja seu acalanto:
Não durmas longe dos sonhos,
Esquecido de nossas angústias,
Não durmas sem recordar...
Ou em Miséria, quando: "a vida que ninguém sabe o que é... de quem nem socorro conhece.... o espetáculo da morte pelo mais vil motivo". Noutra rompante assevera: " por favor, abra os olhos ainda hoje".
Manifestando-se, assim, ela mesmo diz de seus poemas:
Meus poemas talvez
Não te causem mais emoção...
Mas a urgência é grande...
Enquanto aqui estiver,
Enquanto puder amar....
E me enxergue no labirinto da alma...


De mim mesmo, revolvi todas as páginas. Foi um exercício que a própria poeta sugeriu ao escrever seus versos. E eu nem mais sabia se era eu ou a poeta que voava. Se éramos os dois irmanados ou apenas um, ela em mim, revelado na comunhão dos sentimentos. O que sei de verdade, é que esse "Vôo na distância" é a revelação da proximidade entre a segurança desejada da terra firme e o átimo indesejável do desvario abissal humano: o lance da finitude sob o domínio do infinito.

Então, leitor ou leitora, habilite-se: boa viagem.

Citação: http://www.sobresites.com/poesia/resenha/voo.htm

 

Os colegas entenderam direitinho o funcionamento das resenhas apresentadas acima. Vejam:

“O autor da primeira resenha apenas nos "apresentou" ao filme. Ele nos deu um pouco do que acontece na trama, tentando aguçar a curiosidade do leitor. Ele não faz comentários pessoais acerca do filme e nem descreve o filme todo, pois senão os leitores desistiriam de assistir ao filme. Já o autor da Segunda resenha abusa das intertextualidades, citando outros autores para falar do livro. Ele fundamenta a sua resenha em sua própria experiência ao ter lido o texto. Portanto, ela está repleta de comentários pessoais.” Muito bem!

 

 Vejam o texto apresentado abaixo, denominado de resenha parlamentar. Esse tipo de texto, pessoal, não se trata da resenha crítica que pretendemos fazer com que os alunos do Redigir aprendam.

Esse exemplo aproxima-se mais de uma reportagem, porque contém uma linguagem bem próxima da jornalística.

 

Resenha Parlamentar - 9/12/2003
Assessoria Parlamentar

CPMI do Banestado está em Nova Iorque

Integrantes da CPI Mista do Banestado estão em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde se encontram com promotores públicos distritais. Os parlamentares vão tentar obter das autoridades americanas novos documentos que comprovem remessas ilegais, através das chamadas contas CC5, de bancos brasileiros para agências em Nova Iorque.
A CPMI quer investigar também documentos confidenciais da Yukon River, empresa offshore que seria de propriedade do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Em setembro, a Yukon River foi denunciada à comissão pela ex-mulher do prefeito, Nicéa Camargo. Segundo ela, Pitta enviou quase R$ 500 mil para essa empresa, entre 1999 e 2000.
NOVAS INVESTIGAÇÕES

O relator da CPMI, deputado José Mentor (PT-SP), informou que esta segunda viagem da comissão a Nova Iorque pretende identificar todos os bancos que receberam remessas ilegais do Brasil.
Os parlamentares retornam a Brasília na próxima quinta-feira (11). No mesmo dia, a comissão realiza reunião administrativa para avaliar as investigações realizadas neste semestre.
Durante o recesso parlamentar, uma subcomissão da CPMI vai continuar em Brasília para a realização de duas audiências públicas. Segundo José Mentor, ainda não há previsão para a apresentação do relatório final. (Agência Câmara)

 

INTERESSANTE

Vejam a opinião de um colega a respeito de resenha:

 “Como acho que prefácios de livros são boas resenhas, eis algumas:


Sobre o livro “Redes de Computadores Curso Completo” –
http://www.clubedohardware.com.br/15.html
Citações da Mídia
Best Seller: Livro mais vendido no Submarino, a maior livraria virtual da
América Latina.
"Um livro indispensável para quem está se especializando ou quer entender melhor o funcionamento das redes de computadores está chegando às livrarias: Redes de Computadores Curso Completo, de Gabriel Torres. O volume, com aproximadamente 700 páginas, inicia uma referência à infiltração das redes no cotidiano: - O caixa eletrônico não passa de um computador ligado a um computador central que armazena as informações da conta - diz, com a linguagem simples que se transformou em uma regra em seus livros. Nesta obra, ele se propõem a preencher as lacunas de outras publicações sobre o
assunto. - Não perdemos tempo explicando conceitos que não são utilizados no dia a dia, como o funcionamento de protocolos que ainda não chegaram ao mercado - explica. Consciente de que é impossível escrever um livro completo sobre o assunto, o autor se preocupou em ensinar todos os passos para a montagem de uma rede ponto a ponto usando o Windows 9x/ME e uma rede cliente/servidor usando o Windows 2000". - Zero Hora, 02 de maio de 2001 "Novo livro do professor Gabriel - Gabriel Torres, colunista do Internet & Tecnologia, está lançando Redes de Computadores - Curso Completo, seu
décimo-quinto livro. Lançamento da Axcel Books (www.axcel.com.br), o livro é
voltado para profissionais, estudantes e entusiastas de Informática. Em 670 páginas, Gabriel apresenta, de forma clara e direta, praticamente tudo sobre redes. E o que é melhor: sem tecnicismos complicados. Entre outros assuntos, o leitor encontrará montagem de redes ponto-a-ponto com Windows 9x e ME; montagem de redes cliente-servidor com o Windows 2000 server; modelo OSI de sete camadas; os principais protocolos do mercado, como X.25, ATM e Frame Relay; arquiteturas de redes locais, como Ethernet, Token Ring e FDDI; cabeamento, comunicação sem fio, hubs, switches e muito mais. O livro sai em tamanho grande e capa dura, ao preço de R$ 129. Especialista em hardware e eletrônica, Gabriel assina nossas colunas Dicas e Cartas e é criador do
Clube do Hardware." - O Dia, 25 de abril de 2001


Sobre o livro “Hardware Curso Completo 4ª edição ” –
http://www.clubedohardware.com.br/16.html
Citações da Mídia - 4ª edição
Texto esmiúça hardware dos PCs
Edição atualizada de 'Hardware - Curso Completo' abrange até processador de 64 bits
Hardware - Curso Completo já é referência entre escolas de hardware de PCs e técnicos de manutenção e montagem. A primeira edição foi lançada em 1996, com 700 páginas. A partir daí o autor não parou de atualizá-lo. A quarta edição, recém-lançada, tem 1.400 páginas e abrange desde tecnologias antigas até o que há de mais atual em termos de PC.
O livro tem 40 capítulos. A maioria foi reescrita e alguns foram adicionados. Para se ter uma idéia, a terceira edição tinha 34 capítulos e 1.200 páginas. O título é bem apropriado, pois o texto explica desde o que é bit, passando por processadores de sétima geração (Pentium 4), funcionamento de periféricos (incluindo DVD) e até mesmo como funciona um processador de 64 bits, o Itanium.
Mesmo nas tecnologias mais novas o texto não é superficial. Começa com os fundamentos e vai além, entrando em detalhes de funcionamento com o texto recheado de tabelas e diagramas de blocos que auxiliam muito a compreensão. Informação é o que não falta e os tópicos estão muito bem organizados. Democrático - Nenhum assunto relevante foi esquecido. Um capítulo trata apenas de processadores não-Intel, ou seja, usam outras filosofias de construção. Toda a linha de processadores da AMD está ali, até os últimos lançamentos - Athlon e Duron. Mesmo processadores menos populares, como
Cyrix e WinChip, são esmiuçados pelo autor.
O novo padrão de modem, o V.92, também está explicado, além do modem para TV
a cabo. A obra se completa com as configurações dos sistemas operacionais. O
autor ensina como reconhecer um hardware pelo Windows, como configurar arquivos de inicialização para melhor aproveitar a memória e como resolver problemas de travamentos.
O Windows XP, que sairá do forno no mês que vem, está aqui, bem como o Linux. Todos os capítulos terminam com uma seção de perguntas, com situações práticas. É um artifício que o leitor pode aproveitar para conhecer as soluções dos problemas mais comuns e não sofrer quando se deparar com eles.
A linguagem simples, unida ao conhecimento técnico, torna a obra fonte de aprendizado rápido e garantido. - O Estado de São Paulo, 24 de setembro de 2001.



Para o nosso colega, os autores das resenhas acima pretenderam: “
Explicar, resumir, criticar (dar opinião) sobre o texto sobre o qual eles escrevem”. 

O Redigir concorda com você! Parabéns pela percepção!

 

Diferença entre resumo e resenha:

 “A diferença é que na resenha, você pode tecer comentários (no caso da resenha crítica) eresenhar” de acordo com o público alvo de interesse. No caso do resumo você deve manter a idéia original do texto, não podendo expressar opiniões nem acrescentar algo que julgue necessário, mesmo que você seja um especialista sobre o assunto.” Muito bem! Vocês fizeram comentários relevantes sobre as diferenças entre um resumo e uma resenha.

 “Um resumo não contém a opinião pessoal de quem o escreve, já uma resenha sim.” Isso mesmo!

“O resumo, por exemplo, é uma sintetização de um texto enquanto que a resenha é um comentário (além do comentário, um breve resumo) sobre o assunto do texto.

“No resumo você apenas transcreve as idéias usando um número reduzido de palavras. Na resenha você explicita as idéias e argumenta sobre elas.” Muito bem dito!

 

E então? Caminho difícil é ou não uma resenha?

“Sim. Porque a autora fala sobre uma obra, no caso da gramática feita por Perine, e expressa sua opinião acerca da mesma.”

“Isto é uma resenha, pois ele (ela) fala sobre o livro de Perini e faz umaseção  sessão puxa-saco” (rs...) para com o mesmo.”

 

Acertou quem disse sim...  Os exemplos acima justificam direitinho o porquê.

 

Aqui vão algumas das resenhas dos colegas. Esperamos que vocês sejam seduzidos ou alertados por elas!

 

* Resenha de site

                                      Aeeeeeeeeee!!!  Estamos lisonjeados com a resenha que você fez, Gustavo.Valeu!

Resenha sobre a Home Page do REDIGIR

A página do Redigir, foi construída para orientar os alunos do curso de Redação Técnica da UFMG em um estudo a distância. A mesma possui várias dicas de como se escrever um texto. Para quem gosta, e também não gosta de escrever, indico para navegar.  Poderia ter descrito um pouco mais...

 * Resenhas de CDs

O cd  Let Go de Avril Lavigne, é composto de baladas que falam sobre problemas típicos de adolescentes. Segundo Avril os contextos das músicas falam de experiências que ela mesma viveu mostrando que a vida da cantora não é diferente dos demais adolescentes. Essa é uma resenha “filhote”. Ficou faltando o seu comentário sobre o cd, vale a pena comprá-lo?

* Resenhas de Filmes

 Resenha sobre o filme Cidade de Deus:

O livro retrata a realidade vivida por dois garotos que vivem em um "bairro carioca", a Cidade de Deus, nos anos 70, que tem seu início como sendo um bairro para desabrigados de enchentes e outros desastres. O filme compara o tempo todo os caminhos escolhido(s) pelos dois garotos para suas vidas, (Sugerimos que você empregue um ponto final invés de vírgula) um destina- se ao tráfico de drogas e o outro destina- se a seguir seu sonho, ser um fotógrafo famoso. Durante o filme, se espelhando em seu irmão mais velho, um dos garotos se destina-se (evite repetições!) a entrar para o mundo do crime inicialmente roubando, e logo após, entrando para o tráfico de drogas. O outro garoto, apesar de sofrer pressão exercida pela vida para entrar para o caminho fácil do crime, e apesar das dificuldades de sua vida sofrida, consegue ser fotógrafo de uma revista.

O filme é muito bom e (se o que vem escrito a seguir for o motivo da qualidade do filme, você pode trocar o e pelo pois )  apresenta a mudança de estilo de cinema brasileiro, e uma excelente qualidade em efeitos visuais.

Filme - A Enfermeira Betty

É um filme valorizado pelo ótimo elenco e por um roteiro brilhante. Betty é uma garçonete que leva uma vida sem sentido e sem maiores pretensões, além de ser casada com um sujeito da pior estirpe. Sua única alegria é assistir uma novela, sendo admiradora do ator que interpreta um cirurgião na mesma. Quando ela presencia o brutal assassinato de seu marido, sofre um lapso de memória e acha ser uma antiga noiva do tal cirurgião fictício, e parte, de carro, pelas estradas americanas, com o objetivo de se encontrar com ele, além de ter os dois assassinos a perseguindo, pois dentro de seu carro há uma mercadoria misteriosa. Definitivamente não é um filme para todos os gostos, ainda mais para aqueles que se chocam com cenas de extrema violência, mas para aqueles que abominam os produtos vindos da terra do cinema, vale a pena dar uma espiada neste filme, pois ele merece.

 

Lisbela e o Prisioneiro

"Lisbela e o prisioneiro" é uma comédia brasileira que a muito tempo no se via, essa comédia utilizou-se do que tem de mais rico no Brasil, sua cultura popular. Repleta de musicas bem brasileiras, esse filme é recomendado para se ver "juntinho", então chame uma boa companhia, faça a pipoca e divirta-se.

O filme conta a historia de um malandro sedutor interpretado por Selton mello que se apaixona pela filha do delegado da cidade, essa moça de nome Lisbela (Débora Falabella) não perde um seção do cinema da cidade e quando sem notar sua vida vira um verdadeira historia de Holiwood, com direito a mocinho e bandido.

 

* Resenhas de Livros

O Poderoso Chefão

Livro bastante interessante e voltado para quem gosta de saber a fundo as relações dentro da Máfia Ìtalo-Americana, "O Poderoso Chefão" ou "The Godfather" do excelente autor Mario Puzo tem uma tendência clara de mostrar a vida da família Corleone e seus pricipais componentes na máfia.

Há a apresentação da vida de Don Vito Corleone no início da obra e durante a história da saga da família. O livro se inicia no casamento da filha de Don Vito e mostra histórias acontecidas antes desse casamento. E assim vai desenrolando a obra, com vários clichês e casos.

O autor consegue mostrar a saga da família Corleone de forma longa e temporal, com ricos detalhes que fazem o leitor se sentir dentro da história, como um membro do grupo. È um livro formidável em que o leitor fica com cada vez mais vontade de ler e saber o que acontecerá. Portanto, pode ser recomendado para todos que gostam de uma boa leitura sobre o funcionamento da máfia.

 

Resenha sobre o livro “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”.

A obra “Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” é uma das campeãs de vendagem deste semestre. Este livro foi escrito pelo casal Allan e Barbara Pease, onde eles contam suas próprias experiências e também relatos de uma intensa pesquisa feita com várias pessoas e por vários anos.
Todos estes relatos e pesquisas são contados de forma bem humorada, suavizando a leitura e tornando-a bastante agradável.
Nos primeiros capítulos, os autores se preocupam em explicar o porque (quando o porque tiver o mesmo valor de motivo , então iremos escrevê-lo assim: porquê)  da diferença (em todos os sentidos) entre os sexos. Com o desenrolar do texto, são feitas várias conexões entre as experiências e pesquisas, e os acontecimentos cotidianos do leitor, deixando-o “preso a (à) obra”, fascinado com explicações antes não reveladas.
“Porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor” é um livro que “abre caminhos” para melhores relacionamentos, indispensável para aqueles que não abrem mão te ter e dar amor, em todos os sentidos (.)

 

Aspectos Estatísticos da Análise Fatorial de Escalas de Avaliação

Artes, Reinaldo.

Reinaldo Artes, autor do artigo Aspectos Estatísticos da Análise Fatorial de Escalas de Avaliação, publicado na Revista de Psiquiatria Clínica número 25 Edição Especial nas páginas 223-228 no ano de 1998. O artigo trata de uma técnica muito utilizada na Estatística aplicada de modo prático. Em sua primeira parte ele dá uma introdução ao assunto apresentando toda a base de dados, mostrando como é construída a escala de avaliação psicológica e psiquiátrica e logo em seguida se refere a todo embasamento teórico da técnica estatística. Em uma segunda parte ele faz a aplicação da técnica com os dados apresentados sempre comentando resultados e introduzindo mais da aplicação da técnica. Utiliza um método interessante, pois intercala a teoria com a prática tornando o texto extremamente compreensível para o leitor. No final o autor deixa sua opinião sobre os resultados obtidos com a técnica e enfatiza o que foi importante no estudo. Recomendamos o estudo desse artigo, principalmente os interessados em tal técnica estatística que é muito utilizada no mercado de trabalho.

 

 Site que oferece  boas dicas sobre resenhas:

http://www.jornalismo.ufsc.br/bancodedados/resenhas.html

 

 

Parabéns a todos pelas resenhas produzidas! E lembrem que só aprendemos a escrever, escrevendo... Portanto, pratiquem muito e sempre!!!

 

 

Por hoje é só!

Abraços:

Maria e Rosiane